quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Filhos Malditos



Saímos todos do ventre de uma natureza que jaz morta. Des de então tentamos ser reto. E sei que no nosso intentar, Deus como Ser astuto que é, a de tocar, num dedo que seja, dessa genética adâmica. Eu, seu filho maldito hoje persisto em tentar me encontrar. Sabendo, talvez, que não a um Eu a se achar. É duro ser filho de um Deus louco e órfão de mãe. E é na amargura que agente testa a tortura. E aprende que nada que sai da boca vale a pena ser dito. Porque as verdadeiras coisas simplesmente penetram. Nunca são ditas, apenas comidas. Banquete de um Deus louco. Que em pratos benditos, nos brinda natureza morta. No cálice de vinho, tem sangue. Historias mórbidas. E quando menos se espera tudo se acaba, sem respostas, sem nada. E ai se percebe que junto à razão, a qual Deus renegou, nos foi dada a grande dadiva de sofrer mais que o necessário.  

FZS

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